terça-feira, 26 de julho de 2011

ORIXÁ EXÚ - O TRONO DA VITALIDADE.

Orixá Exu – O Trono da Vitalidade



Por Alexandre Cumino


Antes, algumas palavras sobre este trabalho e pesquisa comparativa entre Orixás e outras Divindades.

Sabemos que Deus é um só manifesto por meio de muitos nomes diferentes, que implicam culturas e formas diversas de entendimento e concepção do que Ele vem a ser. Também podemos caracterizar este fato como essência e forma, Deus é “Essencia” que se manifesta por diferentes “Formas”, segundo a cultura e o perfil coletivo e individual. Por esta razão é tão importante que hajam muitas religiões, pois cada uma atende umas maneira diversa de entender e expressar a realidade em que vivemos e o sagrado que permeia esta realidade.

As formas mudam e assim podemos dizer que uma forma não é igual a outra ou que são “coisas” distintas, sem medo de errar, mas ao mesmo tempo são de mesma essência.


Poderão dizer que Alá é diferente de Adonai e este de Braman, Tupã, Olorum, Ptah, Wakan Tanka, Jah... sim são diferentes na forma, desde a diferença na lingua e cultura de origem até a diferença ritual e doutrinaria de cada religião se conectar ou relacionar-se com Deus, por estas formas variadas. Logo UM não é a “mesma coisa” que OUTRO, mas guardam a mesma “essência primeira” e “original”. É Deus em suas variadas formas, em todos os casos acima e muitos outros estamos nos referindo ao mesmo “Principio – Essência”.

Com as Divindades de Deus se dá o mesmo fenômeno, uma mesma essência se manifesta por formas e culturas variadas, se assim não fosse a cada religião criada pelo homem Deus haveria de criar novas Divindades. Logo não são “culturalmente” as mesmas, mas guardam uma mesma essência, uma mesma origem comum, a que podemos chamar de “Tronos de Deus”. O que aqui tem o significado de “Divindades de Deus” em sua forma pura, na essência, em Deus, antes da nomeação e aculturação de cada um com nomes e formas. O termo “Trono” já existe na cultura Judaico-cristã, mas aqui foi “re-significado” para identificar a Divindade em sua essência original, que em cada cultura recebe diferentes nomes e formas.

O maior mitólogo que tenho conhecimento chama-se Joseph Campbell e em seus trabalhos afirma que “os mitos se repetem nas culturas diversas”, o homem os repete pois eles trazem “chaves de interpretação” de nossa realidade.

Quando um mito se repete ele apresenta um mesmo arquétipo, perfil ou qualidade, segundo um dos mais importantes Mestres da Psicologia Carl Gustav Jung estes arquétipos estão no inconsciente coletivo, ou seja em uma “memória inconsciente” que não pertence a ninguém e ao mesmo tempo pertence a todos. Em diferentes culturas se apresentam os mesmos arquétipos.

Mircea Eliade o maior de todos os pesquisadores e estudiosos de História das Religiões de forma comparada, afirma que os “fatos religiosos” se repetem ao infinito.

Estas repetições se dão porque tudo tem uma mesma origem divina que se repete nas diversas culturas, o que vem do alto se multiplica no meio, Rubens Saraceni e Pai Benedito afirma quem “Deus cria e se multiplica o tempo todo”, “Deus cria em si e a partir de si, em si mesmo Ele cria as Divindades e a partir de si cria os seres em evolução e suas realidades ou mundos”, ao mesmo tempo ele está em tudo e todos pois: “somos uma parte d’Ele e Ele é, todos nós, por inteiro”.

Alguns Umbandistas do passado acreditavam que a origem comum dos “fatos religiosos” que se repetem estava no mundo objetivo e cultural, daí surgiu a teoria do AUMBANDÃ (Primeiro Congresso de Umbanda 1941), como fonte original de todas as religiões a ser restaurada pela Umbanda. A “constatação” do que seria um fato se deu por reconhecer que a Umbanda faz repetir o que já se praticava nas mais diversas religiões. A repetição se dá de forma natural pois a origem é divina, dos dons, arquétipos, divindades assim como das chaves de interpretação dos mitos que revelam e ocultam ao mesmo tempo os mistérios do Macro (Deus) e do Micro (Homen).

Como os estudos de religião e a interpretação dos fatos religiosos evoluem, surgem novas formas de abordar e interpretar os mistérios, de dentro para fora da religião e de fora para dentro da mesma. Assim temos olhares de história, sociologia, antropologia... e teologia para estudar estes fenômenos.

Também surgem novas palavras para definir novos conceitos até então inéditos, como os exemplos abaixo:

Panenteismo

Há uma diferença entre afirmar que “Tudo é Deus” e afirmar que “Deus está em Tudo”, a primeira afirmação se define por “Panteismo” a segunda ganhou um neo-logismo chamado “Panenteismo”, podemos dizer que nós Umbandistas somos “panenteistas” pois “vemos” e reconhecemos Deus em tudo, sem no entanto confundir o todo com as partes.

Mono-politeismo

Da mesma forma reconhecemos um Deus único e reconhecemos que tem muitos nomes e divindades associadas, quem crê em um Deus Único é “Monoteista”, quem crê em muitos deuses é “Politeista”, também há um “neo-logismo” para quem crê em um Deus único e muitas Divindades, que manifestam suas qualidades, “Mono-politeismo”. Também Podemos dizer que somos, nós umbandistas, “Mono-politeistas”, Monoteistas com relação ao Deus Único e Politeistas com relação as suas divindades.

É dentro destes conceitos de que Deus Cria se Repetindo (Multiplicando) e se Repete (Multiplica) criando, que em 1999, Rubens Saraceni, afirmou que se procurássemos em outras culturas encontraríamos divindades análogas aos Orixás com outros nomes. E que tanto os Orixás quanto as demais divindades são formas de uma mesma essência, pois é a forma que cada cultura diversa, encontrou para culturas as Divindades de Deus ou “Tronos de Deus”.

Esta forma de pensar já pertencia ao africano que reconhecia nas divindades Bantu-Angolanas, Inquices, os mesmos Orixás da cultura Nagô, com outros nomes. Tanto é fato que é muito comum encontrarmos “Candomblés de Angola” cultuando os Orixás da Cultura Nagô-Yorubá, que tem origem na Nigéria e parte do Benim. O mesmo se deu entre alguns grupos Jejê que cultuam os Voduns que gerou Tambor de Mina no Maranhão e Voodoo no Haiti.

Logo compreendo que não seja exatamente a mesma coisa nos referirmos a Oxum, a grega Afrodite, romana Vênus, hindu Lakshmi, egípcia Isis, nórdica Freyja, celta Blodeuwed, chinesa Kwanin, asteca Xochiquetzal e outras... Mas nos remetem a uma mesma essência e seu estudo comparado nos ajuda a compreender mais e melhor as “chaves”, que os mitos revelam e ocultam, bem como o estudo comparado nos mostra que da nossa forma, do nosso jeito, estamos fazendo o mesmo que já fizemos em tantas outras encarnações, cultuando Deus e suas Divindades por meio de seus diversos nomes.

Há ainda casos de divindades que trazem em si qualidades de muitos “Tronos Originais”, como Logunedé que tem qualidades de Oxossi e Oxum; Oxalufã que tem qualidades de Oxalá e Obaluayê; Shiva que tem qualidades de Xangô, Omulu, Iansã, Obaluayê e Exu; Hermes que tem qualidades de Oxossi e Exu... claro segundo meu ponto de vista e interpretação. Logo há divindades que intermediam para muitas outras divindades o que apenas marca seu perfil. O que não invalida o estudo, apenas nos aguça a estudar mais e mais estes mistérios encantadores que são em si as diversas manifestações de Deus e suas Divindades.

No cristianismo negam-se as divindades, no entanto os vários santos católicos formam, praticamente, um panteão de “semideuses”, cada santo ocupa o lugar de um ou mais “Tronos de Deus”. O que foi uma necessidade, durante o período de expansão do Catolicismo, pois os vários cultos à “Deusa do Amor”, por exemplo, ou simplesmente ao “Trono Feminino do Amor”, tem uma função e razão de ser junto á humanidade; o que revela um arquétipo, mitos e sua presença no inconsciente coletivo. Desta forma os santos passaram a ocupar e manifestar as qualidades, virtudes e mistérios que pertencem às divindades (Tronos de Deus). Nossa Senhora praticamente assumiu a posição de Feminino de Deus, é ela a idealização da Grande Deusa, e em seus mais variados nomes vai apresentando os mistérios diversos de muitas divindades femininas em seus diversos nomes e arquétipos.

Encontramos Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Virtudes, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora Desatadora dos Nós e outras, em que cada uma manifesta um mistério diferente na criação.

Orixá Exu

Sei que para alguns ainda é difícil entender a diferença entre Orixá Exu e Entidade Exu. O Orixá Exu é a nossa forma de entender uma divindade de Deus, a Divindade ou “Trono da Vitalidade”, aquele que dá vitalidade à toda a criação. A entidade exu é um espírito humano que trabalha com este mistério, todos os exus de Umbanda, todas as entidades exu, trabalham sob o amparo e sustentação do Orixá Exu.

Podemos dizer que o Orixá Exu está para as entidades Exu, assim como Oxossi está para os Caboclos, Obaluayê está para os Pretos-velhos ou Ibeji está para as Crianças.

Também já foram pensados sincretismos de santos com Orixá Exu, como o próprio Expedito, Santo Antônio, São Pedro e até Menino Jesus em alguns lugares do Caribe, no qual Exu não foi demonizado e guarda em um de seus aspectos a forma jovial e inocente, que justifica sua irreverência e traquinagens mitológicas. Algo semelhante se dá com Khrisna criança que se diverte com as próprias estripulias ou com Hermes grego que ainda criança faz mil e uma artes e até rouba os rebanhos de seu irmão Apolo.


No caso do Orixá Exu ou Trono da Vitalidade, trata-se de uma divindade que atua em todas as vibrações, em todas as linhas a partir de si mesmo ou por meio dos outros Orixás. Mas este já é assunto para outro texto, ou ainda para a leitura dos títulos Livro de Exu – O Mistério Revelado e Orixá Exu (Rubens Saraceni – Ed. Madras).

Quanto a Divindade ou Trono da Vitalidade também assume nomes diferentes e formas variadas nas diversas culturas, é para nós o Orixá Exu. Encontrar suas manifestações diversas é trabalho de pesquisa muito enriquecedor pois estudar outras manifestações do mesmo mistério nos traz maior compreensão sobre o mesmo.

O conteúdo abaixo faz parte do título Deus, Deuses, Divindades e Anjos , do excelente autor Alexandre Cumino, eu mesmo, rs. Os resultados são fruto dos estudos de “Teologia de Umbanda Sagrada”, no tema “Orixás – Teogonia de Umbanda” e assunto “Estudo Comparado dos Orixás”.

Orixá Exu – O Trono Masculino da Vitalidade

Por Alexandre Cumino

Exu, Shiva, Hermes, Pã, Príapo, Dionísio, Min, Bes, Seth, Savitri, Lóki, Baal, Shulpae, Shullat, Kanamara Matsuri, Baco, Anzu, Comentários.



Exu — Divindade africana, da cultura Nagô que predomina na região da atual Nigéria e parte da Republica Popular do Benim. É o Trono da Vitalidade e também um Trono Tripolar (vitaliza, desvitaliza ou neutraliza toda e qualquer ação).

Orixá Exu tem origem Nagô, onde é Divindade fálica, age também no sentido do vigor físico e espiritual. Seu nome, na língua Yorubá, quer dizer Esfera, mostrando ser uma Divindade que atua em Tudo e em todos os campos.

Considerado o mensageiro dos outros Orixás, Exu vitaliza ou desvitaliza qualquer um dos sete sentidos, sendo muito evocado e muito atuante pela abrangência de seu mistério.

O tridente, ferramenta de Exu na Umbanda, nunca teve conotação negativa, pelo contrário. O Tridente sempre foi algo divino nas culturas pagãs anteriores ao Cristianismo, por isso a cultura católica fez questão de pregar o inverso, para facilitar a conversão de seus fiéis e fazer com que esquecessem os mistérios a que tinham acesso direto. Agora o único acesso a qualquer mistério estaria na mão de um Sacerdote Católico.

Podemos citar o uso de Tridente por Zeus, Netuno, Tritão, Posseidon e Shiva, entre outros. Esses tridentes mostram o valor divino concedido a eles; a trindade; o alto, o meio e o embaixo; Céu, Mar e Terra; Luz, sombra e trevas; Pai, Mãe e Filho; etc. Na cultura católica, essa trindade perde toda sua relação com o tridente e aparece apenas como Pai, Filho e Espírito Santo, deixando de lado o elemento feminino, tão importante, que se concentrará na figura de Maria, Mãe de ­Jesus.

Assim, Exu evoca seu mistério do vigor e o mistério tridente já tão deturpado em nossa cultura, mas de grande valor como mistério divino, pois trás em si poder de realização, desde que manifesto da forma correta.

Elegbara – Também conhecido como Elegba, Legba, Elebá, Lebá, Elegua, Légua e outros é divindade da cultura Gêge, Vodun, na língua Fon. Seu nome significa Poderoso , tem em si todas as qualidades do Orixá Exu, e de cultura tão próxima na África houve também sincretismos. Elebara é sinônimo de Exu e tornou-se na cultura Yorubá, também, uma das qualidades do Orixá Exu.

Aluvaiá – Este é o nome da Divindade da Vitalidade na cultura bantu, na língua quimbundo, portanto é um “inquice”, é o Exu dos Cultos Angola/Congo.

Shiva – Divindade hindu, é a terceira pessoa da trindade formada por Brama, Vishnu e Shiva, na qual um constrói, ou outro mantém e o terceiro destrói a criação para que torne a construir outra vez. Tem como consorte (esposa) Parvati, que também se manifesta como Durga ou Kali. Pai de Ganesha a quem deu o titulo de Senhor dos Exércitos de Shiva. Shiva reina sobre todos os seres “infernais” e “trevosos” ele tem o poder destruidor e transformador. Shiva é o grande Yogue o Maha Deva (Grande Deus), todos vão a sua cidade natal Varanasi para passar os últimos dias de vida ao lado do Rio Ganges assim depurando o carma, para ao desencarnar na Cidade de Shiva ficar livre da roda dos renascimentos, Sansara. Shiva é Fálico, nos seus rituais chamados Puja o sacerdote Pujari, faz oferendas em torno de um lingan que representa o falo de Shiva. O lingan é todo besuntado com (iogurt) e mel que também consiste da oferenda. Shiva usa um Tridente que representa seu poder trino, enquanto terceira pessoa, e também para lembrar que onde está uma pessoa está as três pessoas. O Tridente também representa o poder no Alto, no meio e no Embaixo.

Shiva enquanto terceira pessoa da trindade também manifesta qualidade de outras divindades ou Orixás, pois uma de suas manifestações é chamada de Nataraja quando Shiva aparece dançando dentro de um circulo de fogo. Sua dança é quem mantém o universo em constante movimento, é a Dança Cósmica do Universo. No fogo, na dança e na destruição podemos associar Shiva a outros Orixás, o que é normal pois mesmo Ogum se manifesta de formas diversas, quando manifesta a lei no campo dos outros Orixás.

Hermes — Divindade grega, filho de Zeus com a ninfa Maia, é o mensageiro dos Deuses. Responsável por tudo que se relacionasse com movimento, viagem, estradas, moeda e transações comerciais. Por isso aparecia sempre usando um chapéu de viajante e sandálias aladas. Na mão, levava uma varinha mágica feita de duas cobras enroscadas em uma haste.

Pã — Divindade grega, filho de Hermes, torso humano, pernas e chifres de bode, deus dos campos, dos pastores e dos bosques. Adorava a companhia de Sátiros, excelente músico e dançarino, adorava perseguir as ninfas. De voz aterradora é a partir de seu nome que surgiu a palavra “pânico” que diz respeito a assustar-se com a presença de Pã.

Príapo — Divindade grega, filho de Afrodite e Hermes, Divindade fálica da fertilidade.

Dionísio — Divindade grega, filho de Zeus e de Sêmele, Deus dos vinhos e folguedos, vagava por todo o país bebendo vinho e dançando sem parar. Teve seu culto inicial mais ligado aos aspectos de divindade da floresta, possuindo qualidades fálicas foi deixando para trás sua natureza vegetal, lembrada apenas pelo vinho e videiras. Como divindade fálica, aparece com sobrenomes como Ortos, “O Ereto”, e Enorques, “O Bitesticulado”.

Min — Divindade egípcia, Divindade fálica, também da abundância, da fertilidade, da força, do poder e do vigor.

Bes — Divindade egípcia, “Deus da Concupiscência e do Prazer”, de origem estrangeira, aparece de pé sobre um lótus; também é fálico.

Seth — Divindade egípcia, Senhor do Caos ou da desordem, também transmite força, poder e vigor. Atua de forma tripolar e muitas vezes atuará no campo do Trono Oposto ao Trono da Lei, pois sua presença gera a desordem, bem como sua ausência beneficia a Ordem Divina.

Savitri — Divindade hindu, “su” raiz do nome (“estimular”) é o “estimulador de tudo”.

Lóki — Divindade nórdica, irmão de Odim, é Divindade de força e poder que muitas vezes direciona todo esse potencial de forma não compreensível. Incansável em suas ações, é em si o próprio mistério do Vigor agindo de forma dual, ora positivo e ora negativo.

Baal — Divindade caldéia, cananéia e fenícia, “Senhor” ou “Esposo”. Também é um deus fálico.

Shulpae — Divindade sumeriana com uma série de atribuições, incluindo fertilidade e poderes demoníacos.

Shullat — Divindade sumeriana, consorte de Hanish. Servo do deus sol. Equivalente a Hermes, o mensageiro divino.

Kanamara Matsuri — Divindade japonesa, “falo de ferro”, senhor da fertilidade, reprodução e sexualidade, trazia fartura e a cura para a impotência e a esterilidade.

Baco — Divindade grega do vinho e da vindina, da devassidão e do alvoroço.

Anzu — Divindade babilônica, Águia de cabeça de leão, porteiro de Enlil, nascido na montanha Hehe. Apresentado como o ladrão mal-intencionado no mito de Anzu, mas benevolente no épico sumério de Lugalbanda.

Comentários: O Trono Masculino da Vitalidade, Exu, tem sido muito mal compreendido desde que fomos dominados por uma cultura que vê a união carnal como pecado original. A região sacra do corpo humano tornou-se algo a ser escondido como vergonhoso. A fertilidade divina perde sua relação com o vigor físico, logo as Divindades fálicas são mal compreendidas e facilmente associadas a algo negativo. Espiritualmente o órgão sexual, responsável pela concepção, geração, multiplicação e perpetuação da espécie é divino, sem dúvida, sendo algo negativo a “bestialização” do que nos foi reservado para o Amor. Logo, a vitalidade, o vigor e o estímulo são algo essencial para a vida, pois é aplicado não apenas com ­conotação ­sexual e sim em todos os campos da vida, pois uma pessoa desvitalizada ou desestimulada, rapidamente, vai perdendo a vontade de ­viver.

Entendemos assim que, como esse, muitos outros mistérios e tronos de Deus são incompreendidos; nossos tabus e conceitos muitas vezes encobrem a visão do que é sagrado e divino em nossas vidas.

Bibliografia: Deus, Deuses, Divindades e Anjos. Alexandre Cumino, Ed. Madras

Orixá Ancestral,de Frente e Adjuntó!!!


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sexta-feira, 22 de julho de 2011

As Cores dos Orixás - Por Rubens Saraceni


Comentar sobre as cores do Ori­xás é o mesmo que tentar equili­brar-se e manter-se ereto na cris­ta de uma onda ou parar todos os movimentos no meio de um ciclone, pois nenhum Orixá tem uma única cor.

Isto tudo é apenas fruto da tentativa de individualizar o geral e generalizar o individual.

Como dar cor a uma energia?

Desde Oxalá, no extremo positivo, até Omolu, todos trazem em si tantas cores que, por não serem visíveis aos olhos humanos e serem ainda desconhecidas, é-nos impossível comentá-las.

Afinal todo Orixá é um mistério em si mesmo, e, por ser um mistério, por sua própria essência divina, assume a cor que lhe atribuem, além de todas as outras, pois um mistério é a Manifestação Divina do Divino Criador, tornada visível aos olhos humanos, os quais, por mais que estudem, jamais serão capazes de penetrar no interior de um mistério para desvendá-lo.

Em verdade, um Orixá irradia todas as cores, pois irradia em todas as sete faixas ou padrões vibratórios, e cada tipo de vibração, ao graduar a velocidade do giro, pode ser para mais ou para menos, dá uma cor a cada um dos elementos irradiados na forma de energias.

Por isso, uns dizem que Ogum é azul e outros dizem que é vermelho.

Ou uns dizem que Xangô é vermelho e outros dizem que é marrom.

Os Oguns individualizados assumem a cor vermelha, na Umbanda, porque o próprio astral aceitou essa classificação que fixaria a sua identificação e facilitaria seu entendimento. E o mesmo ocorreu com o marrom de Xangô.

Mas nós sabemos que as cores dos Oguns variam de acordo com a faixa vibratória em que atuam. E o mesmo acontece com todos os Orixás, pois temos Iansãs que irradiam a cor ama­rela, a cor vermelha, a cor azul, a cor cobre, a cor dourada, etc.

Logo, discutir a cor dos Orixás é um assunto ainda desconhecido no plano material. O comprimento de onda ou a velocidade da irradiação é que determina se uma energia irradiada é azul, verde ou vermelha. E o comprimento de onda ou velocidade obedece ao tipo de elemento e ao padrão vibratório da faixa por onde ele está sendo irradiado.

No padrão vibratório cristalino, as cores das energias praticamente desaparecem.

No padrão vibratório telúrico, elas assumem tonalidades tão densas, que temos a impressão de poder pegá-las com as mãos.

Além do mais, dentro de uma mesma faixa vibratória, temos os subníveis vibratórios. E aí a coisa complica ainda mais, porque nos subníveis mais eleva­dos, as cores se sutilizam, e, nos mais baixos, elas se densificam.

Mas todos os Orixás são Mistérios Divinos e aceitam, sem discussões as cores que já lhe atribuíram ou haverão de atribuir-lhes, pois, como Mistérios, trazem em si todas as cores.

Então que na mente das pessoas se afixe a cor que melhor irá permitir sua interação vibratória com seu que­rido Orixá, pois através dessa via colo­rida seu Orixá atuará em todo o seu mental, espiritual, emocional e físico, e o fará com tanto amor que, no fim, no imenso oceano da vida, todos serão cintilantes e multicoloridos “pingos” de amor à criação e de fé, muita fé, no nosso amoroso Criador.

Agora passaremos aos nossos ama­dos filhos-de-santo e filhos-de-fé, as cores que temos permissão de revelar, e que, se estudarem um pouco acabrão descobrindo fundamentos profundos no campo das irradiações energéticas que começam a acontecer após nossos “pedidos” e orações, invocações e fir­mezas, irradiações e cantos.

OXALÁ Branco, cristalino, furta-cor.

OIÁ-TEMPO Azul escuro, branco, preto e prata.

OXUM Rosa, dourado, azul e amarelo.

OXUMARÈ Azul, furta-cor, lilás e azul celeste.

OGUM Azul escuro, prateado, vermelho.

IANSÃ Amarelo, dourado, vermelho-coral.

XANGÔ Marrom claro, dourado, vermelho.

EGUNITÁ Laranja, dourado e vermelho.

OXOSSI Verde, azul escuro e magenta.

OBÁ Magenta, dourado e vermelho.

OBALUAÊ Branco, prateado, violeta e branco/preto.

NANÃ Lilás, azul claro e roxo.

IEMANJÁ Branco azulado, prateado cristalino, azul profundo (anil) e azul claro.

OMOLU Vermelho, preto, roxo, branco, vermelho, preto.

EXU Preto ou vermelho e preto.

POMBAGIRA............ Vermelho ou vermelho e preto.

EXU MIRIM vermelho e preto

Portanto, fiquem com as cores que já se tornaram padrão, e está tudo certo para os nossos amados Orixás, uma vez que eles querem vê-los a partir de sua fé, que deve ser pura e imaculada.



terça-feira, 19 de julho de 2011

O Anjo da Guarda na Umbanda.

O Anjo da Guarda na Umbanda

Por Alexandre Cumino

O Anjo da Guarda é um Anjo pessoal e tutelar, que têm por função velar, proteger, amparar, inspirar e acompanhar seu tutelado (este acompanhar não é algo necessariamente presencial).

Cada tradição explica o Anjo da Guarda de uma forma diferente, embora nos seja mais familiar os conceitos do Judaismo e Catolicismo é fato que já existia este conceito nas culturas sumeriana, babilônica, persa (zoroastrismo) e outras da mesopotâmia, no oriente médio antigo.

No Espiritismo (Doutrina de Allan Kardec), além de Deus todas as formas de vida seguem uma mesma e única via de origem e evolução, tudo que vive é, foi ou será espírito, logo anjos são espíritos e anjo da guarda é “espírito tutelar”, muitos o confundem com seu “espírito protetor”, “guia espiritual” ou “mentor”.

O esoterismo se apropriou dos 72 nomes de Deus na Cabala Hebraica, que são potencias de Adonai, atribuiu vogais para estes “nomes potencias” e os identificou como “anjos”, fazendo surgir uma tabela com nomes de anjos, 72 anjos, relacionada com os 365 dias do ano, em que se faz identificar pela data de nascimento o nome de seu anjo e qual suas qualidades. Embora em todas as tradições antigas anjo da guarda não tenha nome conhecido, passou-se a identificar estes nome de anjos como sendo a identidade dos “anjos da guarda”. Este conceito surge na obra de Lenain (A Ciência Cabalística ) e se repete na obra de Papus (A Cabala) que é também um seguimento do que se conhece como Alta Magia.

Na “Magia Sagrada de Abramelin”, um tratado de Magia Cabalistica, aparece um conceito de “Anjo Guardião” que se fará presente nos seguimentos “Mágikos” de Aleister Crowlei, OTO, Golden Daw e da Magia de Telema, em que o “Anjo Guardião” é uma forma personalizada do Mistério Maior, a forma de Deus manifesta para cada um...

Archibald Joseph Macintyre em seu livro “Os Anjos, Uma Realidade Admirável” apresenta de forma resumida as condições da questão CXIII da Suma Teológica, que é de São Tomás de Aquino, o maior teólogo da Igreja Católica e considerado “Doutor Angélico”, desencarnado em 1274, como podemos ver abaixo:

1– Os homens são custodiados pelos Anjos. Isto porque, como o conhecimento e as aflições dos homens podem variar muito, vindo a desencaminhá-los do bem, foi necessário que Deus destinasse anjos para a guarda dos homens, de modo que, por eles, fossem homens orientados, aconselhados e movidos para o bem.

Pelo afeto ao pecado, os homens se afastam do instinto do bem natural e do cumprimento dos preceitos da lei positiva e podem também desobedecer às inspirações que os Anjos bons lhes dão invisivelmente, iluminando-os para que pratiquem o bem. Por isso, se um homem vem a perder-se, isso se deve atribuir à malícia do homem e não à negligência ou incapacidade do Anjo da Guarda.

2 - A cada homem custodiado, corresponde um Anjo Custódio distinto. Cada Anjo tem sob sua responsabilidade uma alma que lhe compete procurar salvar.

3 - O Anjo da Guarda livra constantemente seu protegido de inumeráveis males e perigos tanto da alma quanto do corpo, dos quais o homem não se dá conta. Vimos como Jacob se dirigiu a José (Gen 48,10): “Que o Anjo que me livrou de todos os males abençoe a essas crianças.”

4 - O Anjo da Guarda impede que o demônio nos faça o mal que desejaria fazer-nos. Lembremo-nos da história de Tobias mencionada neste e no capítulo 3.

5 - O Anjo da Guarda suscita continuamente em nossas almas pensamentos santos e conselhos saudáveis (conforme se lê em Gen. 16,18; At. 5,8,10).

6 - O Anjo da Guarda leva a Deus nossas orações e pedidos, não porque Deus onisciente, necessite disso para conhecê-los, mas para que ouça benignamente. Implora por iniciativa própria os auxílios divinos de que iremos necessitar, sem que disso nos demos conta e sem que, muitas vezes venhamos a saber que recebemos esses auxílios (ver Tobias c.3 e 12; Atos c.10).

7 - O Anjo da Guarda ilumina nosso entendimento, proporcionando-nos as verdades, de um modo mais fácil e compreensível, mediante o influxo que pode exercer em nossos sentidos interiores.

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8 - O Anjo da Guarda nos assistirá particularmente na hora da morte quando mais dele iremos necessitar.

9 - Os Anjos da Guarda, segundo opinião piedosa de grandes teólogos, acompanham as almas de seus prote-gidos ao purgatório e ao céu depois da morte, como acompanhavam as almas dos antigos patriarcas ao “Seio de Abraão”, expressão que simboliza a união com o pai.

De fato, a igreja apoiando e confirmando essa crença, na cerimônia da encomendação da alma a Deus, ao descer o corpo à sepultura, como última oração, reza: “Ide a seu encontro Anjos do Senhor; recebei sua alma e conduzi-a presença do Altíssimo...; que os Anjos te conduzam ao seio de Abraão.”

10 - O Anjo da Guarda, ainda, segundo a opinião de muitos teólogos, atendem às orações dirigidas pelos fiéis à alma de seu custodiado quando esta se encontra no purgatório, “em estado não de socorrer, mas de ser socor-rida” (2-2 Q.83 a. 11. ad 3). Por isso, as súplicas dirigidas às almas do purgatório são das mais eficazes, pois são impetradas pelo Anjo da Guarda da alma a quem se recorre.

11 - O Anjo da Guarda acompanhará eternamente no Céu a seu custodiado que alcançou a salvação, “não mais para protege-lo, mas para reinar com ele” (1.Q.113 a.4) e “para exercer sobre ele algum mistério de iluminação” (1 Q, 108 a. 7 ad 3).

12 - O Anjo da Guarda não pode livrar-nos das penas e cruzes desta vida, enquanto Deus em sua infinita bon-dade no-las tiver mandado ou permitido, para nossa provação, santificação e purificação. Mas nos ajudará a suportar pacientemente , resignadamente e até mesmo alegremente as provações, encaradas como nossa modesta participação de solidariedade no Mistério da Redenção da Humanidade, o qual se realizou plenamente no Sacrifício do Calvário, com a morte de Jesus.

13 - O Anjo da Guarda nos protege contra a malícia humana, a injustiça, a hipocrisia, a falsidade, a mentira, a injustiça e os ciúmes daqueles que nos querem prejudicar. Sua veneração e invocação sempre nos hão de valer.

Para nós Umbandistas, tudo está por se fazer, tudo está por se conhecer, definir e compreender

Na religião de Umbanda há o costume de se acender uma vela branca de sete dias ao Anjo da Guarda, ofere-cendo água e mel. O que pode ser feito de forma simples e como prática espiritual de proteção na presença do Anjo da Guarda, fortalecendo o vínculo entre ele e nós.

Basta para isso uma vela branca, um pires, um copo de água e mel.

Acenda a vela branca e segure-a com a mão direita à frente e acima da cabeça, faça esta evocação:

Eu Evoco à Deus, sua Lei Maior e sua Justiça Divina!

Evoco meu Anjo da Guarda ofereço a vós esta vela e peço que a imante, cruze e consagre em vosso poder se fazendo presente por meio dela em minha vida, em meu coração, palavras e mente!

Encoste a vela em cima de sua cabeça e imagine a luz dela alcançando o infinito, no alto onde se encontra seu anjo da guarda com o Altíssimo, a luz sobe como um facho e quando alcança o anjo a luz Dele desce por este facho o iluminando ainda mais até alcançar o alto de sua cabeça, entrando por seu corpo, de dentro para fora e de fora para dentro o envolvendo todo em sua luz, neste momento dê sete voltas em sentido horário com a vela acima de sua cabeça. Após feito isso se certifique que a vela está em local seguro, tomando o cuidado para não queimar cortinas nem tapetes e evitando estar ao lado de gás ou acessível a crianças e/ou animais domésticos. Esta Vela pode estar num altar, acima de uma mesa ou no chão pois o que importa é que no ato de acender e evocar, neste momento, a vela estava acima de sua cabeça, agora basta firmá-la em um local seguro. Coloque um pouco de mel em torno da vela e o copo de água ao lado dizendo.

Meu anjo da guarda vos ofereço esta água e este mel, para que me proteja e envolva meu corpo material, astral e espiritual em vossos eflúvios e irradiações doces, benéficas e revitalizantes. Me inspire bons pensamentos e ações, afastando o mal de minha vida. AMÉM.

Caso ache necessário faça outros pedidos.

Se Você é médium de Umbanda, tenha em seu Anjo da Guarda, uma das mais simples e poderosas proteções que um médium pode ter, a mantenha acesa com vela de sete dias ininterruptamente e reze diariamente a seu Anjo da Guarda, no mínimo, antes de dormir e ao acordar

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A importância da Bioenergia no Desdobramento Astral.

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domingo, 10 de julho de 2011

Àgua,Fogo,Terra e Ar!!!


Acredito que todos sabem que os quatros elementos da natureza, ar, fogo, terra e água, são essenciais para a sobrevivência do ser humano e para existência do mundo.

Aliás, grandes pensadores da Grécia antiga afirmavam que esses elementos formavam todas as coisas, inclusive o mundo.

Para Thales de Milleto (nascido por volta 625 a.C.) – primeiro filósofo ocidental de que se tem notícia – acreditava que a origem estava na Água e afirmava: “O mundo evoluiu da água por processos naturais”.

Já Anaxímenes (nascido por volta 588 a.C.) dizia que tudo provém do Ar e retorna ao Ar e afirmava: “Exatamente como a nossa alma, o ar mantém-nos juntos, de forma que o sopro e o ar abraçam o mundo inteiro…”. Anaxímenes fez analogias entre o Ar-divino, que sustenta o Universo, e o ar-humano, ou alma, que dá vida aos homens.

O filósofo pré-socrático considerado o “pai da dialética” Heráclito (nascido por volta 540 a.C.) argumentava que o fogo era o agente criador. Afirmava que o fogo, quando condensado, se umidifica e, com mais consistência, torna-se água; e esta, solidificando-se, transforma-se em terra; e, a partir daí, nascem todas as coisas do mundo.

E por fim, Empedócles de Agringento (nascido por volta 495 a.C.) – filósofo, médico, legislador, professor, profeta – concluiu que tudo era formado por quatro elementos, portanto, são essenciais e formam toda a estrutura do mundo.

No entanto, penso que nem todos sabem ou percebem o quanto esses quatros elementos são fundamentais para a Umbanda e para concretização de várias ações magísticas realizadas e ativadas pela Umbanda.

E antes que alguns se espantem pela afirmação de que a Umbanda realiza e ativa ações magísticas, abro um parênteses para afirmar que todas as religiões manifestam “ações magísticas”.

Magia é a capacidade de transformar, mudar, alterar e modificar energias, situações e vibrações. E como todas as religiões, entre tantas outras coisas, também têm a função de mudar energias, de transformar sentidos, sentimentos e vibrações, de transmutar determinadas condensações magnéticas e modificar formas-pensamentos contrárias a qualquer sentido positivo e divino, são, portanto, magísitcas.

O que ocorre é que para algumas religiões, como é o caso da Umbanda, essas ações magísticas são mais visíveis, compreensíveis e assumidas, outras já nem tanto, consequentemente, recebem nomenclaturas específicas para que se distancie o máximo possível de qualquer conceito ou referência magística como, por exemplo, fluidificação da água, novena, oração pela libertação, passe energético, corrente de oração. Percebam que todas essas ações têm também a função de transformar, mudar, alterar e modificar energias, situações e vibrações como qualquer ato magístico.

Vale ressaltar que Magia é a “Mãe” de todas as Ciências, pois é a manipulação e transformação da matéria, portanto até no simples ajoelhar para rezar, de acender uma vela, de dar um passe energético, de benzer, de defumar, de bater cabeça, encontramos ações magísticas, afinal mudamos nossas energias ao manifestar tais atos, não é mesmo?

O caso é que a Umbanda é uma religião que assume claramente sua capacidade de transformação usando potencialmente os quatros elementos, portanto tem grande capacidade de modificar qualquer situação e energia. Não é a toa que os terreiros de Umbanda estão lotados de pessoas necessitando de mudanças drásticas em suas vidas.

O caso é que a Umbanda é uma religião ligada essencialmente à natureza, ou seja, essencialmente aos quatros elementos da natureza, tanto é que os Orixás representam essas forças da Natureza. Assim sendo, Oxum, Iemanjá manifestam energia da água, Ogum e Iansã energia do ar, Xangô e Exu energia do fogo, Obaluayê e Oxossi energia da terra.

O caso é que a Umbanda utiliza ativamente e potencialmente o “Éter vital” ou “Prana” desses elementos da natureza em seus rituais para transformar, transmutar, potencializar, curar, equilibrar qualquer energia.

O fato é que o AR, a TERRA, o FOGO, a ÁGUA são a base de nossa Umbanda, seja nos rituais, nos atos magísticos como manipulação de energias, nas manifestações das Forças naturais dos Orixás, nos assentamentos…

Portanto é importantíssimo saber e entender o que representam esses quatros elementos, assim como atuam, o que significam, o que ativam, o que realizam em nós e de que forma.

É importantíssimo que os médiuns umbandistas saibam sobre as forças e os poderes essenciais e vibracionais de cada elemento. É fundamental que saibam como fazer uso de forma adequada, positiva e benéfica desses elementos, assim como, entender o que os Guias de Luz estão manipulando e quais suas intenções ao acenderem uma vela (manipulação da energia Fogo), ao borrifarem água (manipulação da energia Água), ao exalarem fumaça do charuto (manipulação da energia Ar), ao colocar as mãos, guias, água no chão (manipulação da energia Terra), ao pedirem uma oferenda em determinados campos de força, entre tantas outras coisas.

Enfim, aproveitem as relações energéticas, magnéticas e vibracionais desses quatros elementos que pontuo abaixo e percebam o quanto a Umbanda tem fundamento, só é preciso Saber Preparar.

ÁGUA: A energia da água pode estimular a intuição e ajudar a expressar os sentimentos com mais facilidade. Atua também em questões práticas, como adquirir jogo de cintura em situações complicadas e vencer a timidez. Elemento que simboliza a Vida, que Alimenta, que ‘lava’ (descarga fluídica) e ‘conduz’ (meio condutor de fluidos). Lida diretamente com as questões EMOCIONAIS. As oferendas feitas à beira d’água limpam, sutilizam e magnetizam o corpo astral.

FOGO: A vibração do elemento fogo certamente proporciona mais entusiasmo e otimismo. Potencialmente usado para transformar o sentimento de desânimo, para motivar ações, nos momentos de colocar objetivos em prática e ainda aumenta a criatividade e bom humor. Elemento que simboliza o “espírito vivo”, a purificação e a Luz, é energia purificadora e energética. Lida diretamente com as questões do DESTINO. As oferendas feitas perto do fogo, como é no caso de fogueiras, queima miasmas, larvas astrais e energiza.

TERRA: Este elemento está ligado às conquistas materiais, à saúde e ao trabalho. Sua influência é ideal a quem busca segurança e determinação, para começar um projeto novo ou procurar emprego. Energia transformadora e curadora. Lida diretamente com as questões do FÍSICO. As oferendas feitas diretamente na terra potencializam o magnetismo mental e a concentração energética fortalecendo a pessoa vibratóriamente.

AR: O elemento ar pode ser ativado para desenvolver a inteligência, o lado racional, a memória e a capacidade verbal e corporal. Energia expansora e movimentadora. Lida diretamente com as questões do MENTAL. As oferendas feitas em campos abertos, ativando a energia do ar, dilata os sete corpos e deixa a pessoa mais leve e harmonizada.

Fonte:www.minhaumbanda.com.br



































O Signiaficado da palavra Saravá!!!

Saravá, assim como axé, selam conversas e têm conotação positiva.

Saravá também pode significar "salve" ou "viva", por influência africana no idioma português do Brasil. É usada nesse sentido específico pelo poeta e compositor brasileiro Vinícius de Moraes.

 Religiões afro-brasileiro

É comum relacionar essa expressão com rituais no Brasil, como o candomblé e Umbanda.

O termo Saravá também é usado em religiões afro-brasileiras como mantra (que são palavras especiais vocalizadas de maneira específica que produzem certos fenômenos de imantação e desagregação; são sons místicos ou sagrados, ou seja, sons específicos que elevam o espírito) e significa:

SA— (Força, Senhor) —RA— (Reinar, Movimento) —VÁ (Natureza, Energia).[carece de fontes?]

Saravá significa então força que movimenta a natureza. Esse termo é, portanto, um mantra que pode fixar ou dissipar determinadas vibrações, não sendo, portanto aconselhável pronunciá-lo sem a devida necessidade.

Na Umbanda paulista, Saravá também é utilizada como uma saudação possuindo o sentido de "Salve sua força!", da Força de Deus e da Natureza que estão dentro da pessoa, como no mantra indiano namastê, que significa: o Deus que tem dentro de mim, saúda o Deus que tem dentro de você.

Saravá - Transliterado do Japonês significa " adeus ", no sentido de nunca mais voltar.

Fonte:Wikipédia

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Consagração!Qual o significado dessa palavra?????

Qual o significado dessa palavra???

Consagração!

Segundo o dicionário:

Consagrar:

1:.tornar sagrado

2:.oferecer a divindade

3:.dizer na missa as palavras da consagração

4:.dedicar,votar

5:.sancionar-se

6:.dedicar-se

Para nós essa palavra é muito importante e mudamos o nome dado de Festa aos Orixás ou aos Guias Espirituais,pois a visão de Festa entende-se que é um ato de diversão,de bagunça,que tudo se pode fazer sem qualquer forma de respeito ou até mesmo de reverência a Deus,os Sagrados Pais e Mães Orixás,sendo que no ato de consagração os adeptos da religião de Umbanda se preparam de forma disciplinada,mediuncamente e espiritualmente para louvar,reverenciar o Orixá e os Guias Espirituais atravéz de banhos,defumações,equilíbrio mental,não comendo carnes vermelhas ou brancas por causa do sangue existente,se oferendando a divindade com esses preceitos e mais a oferenda material fisica,como flores,frutas,pedras,águas,etc....

A cada Consagração o Orixá ou Guia Espiritual "dá"ao filho dedicado armas espirituais,abre mais sua mediunidade,esclarece sobre o Plano Espiritual,e até mesmo suas ligações com os Orixás e Guias,até mesmo suas percepções se afloram e deixam o médium mais confiante,mais preparado para os trabalhos espirituais.

Sendo assim a dedicação,a diciplina,a busca de conhecimento,a fé,o amor são fatores importantes para que o Astral Superior o reconheça como um bom trabalhador da Lei Maior e da Justiça Divina!!!

Meu Saravá fraterno...



Davi P.Bucheb.